Conteúdo – Raça, racismo e colonialidade: abordagens para o ensino de história

A categoria de raça surgiu no âmbito dos estudos genéticos do século XVI para elucidar as diferenças entre plantas e animais de uma mesma espécie. Embora a princípio não se relacionasse aos seres humanos, o conceito foi logo apropriado para a interpretação das diferenças físicas e sociais características da humanidade. Nesse sentido, a soma de antigos discursos teológicos, aos efeitos do comércio de larguíssima escala de africanos escravizados e às interpretações científicas raciais de cunho determinista disseminou mundialmente uma concepção de hierarquia evolutiva entre as supostas “raças humanas”. Num contexto histórico em que a Europa efetivava a colonização de todas as partes conhecidas do globo, cientistas europeus desenvolviam teorias em que instituíam a si mesmos, brancos ocidentais, como a raça superior: biologicamente melhor adaptada; social e moralmente mais evoluída. Com efeito, durante séculos argumentos “científicos” e religiosos foram utilizados para justificar a escravização e o colonialismo, espalhando mesmo entre os povos dominados as teorias científicas, filosóficas e teológicas marcadas pelo etnocentrismo. Assim sendo, o presente minicurso procurará discutir como a reprodução de concepções de raça e de práticas racistas de origem colonialista contribui, ainda hoje, para que, mantenhamos viva a crença e a situação de inferioridade em relação ao ocidente propriamente dito.

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